Opinião

Rafael Barbosa

Bater nos pais, matar a mulher

1. Não há nada mais importante para os portugueses do que a família. Numa sondagem publicada no JN, em que se pôs "Portugal ao Espelho", não havia nada tão próximo da unanimidade como a família. É a instituição em que os portugueses mais confiam (87%). A sondagem não podia mostrar, no entanto, que a família é também uma instituição marcada pela violência. Na semana passada, no JN, publicou-se uma notícia que dava conta dos quatro mil idosos que só a PSP, nos primeiros três meses do ano, identificou como vítimas de violência. Principais agressores? A família. Ainda no JN, na edição de ontem, publicaram-se mais de uma dezena de histórias de violência, quase todas com mulheres como vítimas - e já são 17 assassinadas este ano. Principais agressores? A família. Noutros dias, também aqui no JN, somos assoberbados por casos de violência sexual sobre crianças. É verdade que a sociedade tolera menos e denuncia mais. Mas os especialistas dizem que muita desta violência familiar continua escondida. A imagem que reflete este espelho de Portugal é assustadora: gente que mata a mulher, abusa dos filhos e bate nos pais. E não, desta vez não é culpa do Estado. É nossa. É da violência que se institucionalizou em tantas famílias.

Paulo Mota Pinto

Aumentar o número e os salários dos funcionários públicos

O primeiro-ministro anunciou que pretende na próxima legislatura aumentar o número e os salários de funcionários públicos. A esta proposta não é estranha, além da aproximação das eleições, a tentativa de responder ao mau funcionamento de serviços públicos que tem sido patente nos últimos anos, devido ao estrangulamento financeiro dos serviços e à redução das horas de trabalho semanal na função pública (em comparação com o setor privado).

A sua Opinião

A vitória de Portugal na Liga das Nações é um bom prenúncio para o Euro 2020?

A invenção de uma menina de 12 anos que pode salvar milhares de vidas

"Se tens uma ideia, não desistas. Se falhares, tenta novamente".Parece uma frase retirada de uma caneca da Mr. Wonderful ou de um Tweet para agradar a um grupo de empreendedores. Mas, se foram pronunciadas por alguém como Gitanjali Rao, convém que prestemos atenção, porque a determinação e o talento desta menina de 12 anos permitiram-lhe ser nomeada melhor jovem cientista dos Estados Unidos, no ano passado, e, mais importante do que isso, levaram-na a projetar um dispositivo que pode ajudar a salvar várias vidas, no futuro.Gitanjali teve a ideia de projetar a Tethys, um detetor de chumbo que lhe garantiu o reconhecimento, quando viu, nas notícias, o que tinha acontecido em Flint, no Michigan.Esta cidade com cerca de 100 mil habitantes ficou famosa nos Estados Unidos quando se descobriu que, devido a alterações no abastecimento, durante alguns anos os habitantes tinham consumido água contaminada com chumbo. Mais escandaloso foi o facto de as autoridades saberem o que se passava e não o terem denunciado, pondo em perigo as vidas de milhares de pessoas. Quando Gitanjali soube, através da televisão, pensou em “todos os meninos da minha idade que se expunham diariamente ao veneno, só por utilizarem um recurso como a água. O meu primeiro instinto foi perguntar-me como era possível, se toda a gente deveria ter direito a água potável."A sua resposta não poderia ter sido mais clara: projetou a Tethys (assim chamada, em homenagem à deusa grega da água doce e dos rios), um aparelho portátil que utiliza nanotubos de carbono para medir o chumbo. O detetor incorpora um sensor ligado através de bluetooth a uma aplicação móvel que faz uma análise precisa e quase imediata da água.Gitanjali reconhece que a sua paixão pela ciência foi herdada da sua família e sente-se grata por isso.Os seus planos para o futuro são muito claros: gostaria de continuar a ajudar a resolver os problemas das pessoas através da ciência e da tecnologia e sabe que, para isso, tem de pôr em prática seguindo um dos conselhos que dá sempre a toda a gente: "Faças o que fizeres, diverte-te."Entrevista e edição:  Zuberoa Marcos, Pedro García Campos, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena

Tablets com tinta inteligente para traduzir websites em braille

Kent Cullers é um astrofísico norte-americano que sempre sonhou trabalhar na NASA, e não desistiu até conseguir.Durante vários anos foi um dos responsáveis pelo famoso programa SETI, cujo propósito é encontrar sinais de inteligência extraterrestre no espaço. A sua história, embora pouco comum, torna-se extraordinária graças a um simples detalhe: Cullers é invisual. Na verdade, talvez seja o primeiro astrónomo invisual dos Estados Unidos. Foi inclusive nessa peculiaridade que Robert Zemeckis se inspirou para criar uma das personagens do filme Contacto.A história de Cullers – tal como a de outros invisuais famosos, como Ray Charles ou Jorge Luis Borges – demonstra que, com determinação e uma vocação verdadeira, os invisuais podem desempenhar praticamente qualquer atividade profissional. Com determinação e com a ajuda das ferramentas adequadas, claro. Ferramentas como a que Kristina Tsvetanova criou.As dificuldades que um amigo invisual sentiu para se inscrever num curso online, que para a maioria das pessoas é um processo simples, incentivaram a engenheira búlgara a procurar uma solução que permitisse aos invisuais superarem a barreira digital. “Só 1% da informação total está disponível em braille. Essa é a única possibilidade que as crianças e os adultos têm de se alfabetizarem, de aprenderem a ler e a escrever”, explica Tsvetanova. “Isso é crucial para depois poderem arranjar emprego”.Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da Internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. Foi dessa injustiça – que emocionou Tsvetanova – e da vontade de ajudar que nasceu o Blitab, o primeiro tablet do mercado capaz de, em tempo real, converter em braille textos e gráficos provenientes de páginas na internet ou de equipamentos de armazenamento digital, como drives USB. O sistema criado por Tsvetanova e pelos seus parceiros consiste num líquido inteligente que forma pequenas bolhas, para que se possa ler.O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído. Empresas, organizações sem fins lucrativos, governos e universidade de todo o mundo já manifestaram interesse na sua ideia, o que augura uma projeção mais interessante. Tsevetanova, eleita um dos 35 inovadores com menos de 35 anos pelo MIT, considera que os equipamentos que recorrem ao áudio não são concorrentes do Blitab porque “o braille nunca desaparecerá, tal como a palavra escrita”. Uma ideia bonita, que nos enche de esperança.Entrevista e edição: Noelia Núñez | Douglas BelisarioTexto: José L. Álvarez Cedena


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